Defesa de cinco mulheres que acusam o padre Marko Rupnik relata ausência de informações sobre o andamento do processo judicial na Santa Sé
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A advogada Laura Sgrò, representante de cinco mulheres que acusam o padre esloveno Marko Rupnik de violência sexual e psicológica, denunciou a falta de transparência do Vaticano no processo judicial. Segundo a defesa, não houve qualquer retorno oficial da Santa Sé sobre o caso nos últimos nove meses.
Marko Rupnik, teólogo e artista de 71 anos, é acusado de abusos contra pelo menos 20 mulheres ao longo de três décadas, principalmente em uma comunidade religiosa em Liubliana. A denúncia formal foi apresentada à Santa Sé em abril de 2024.
Embora o Vaticano tenha nomeado cinco juízes para o tribunal responsável pelo caso em outubro de 2025, nenhuma data para o início do julgamento foi estabelecida. A advogada relata que tentativas de contato por meio de e-mails, cartas e ligações foram ignoradas, restando apenas informações divulgadas pela imprensa.
Em resposta a especulações sobre uma possível absolvição, a assessoria de imprensa do Vaticano afirmou que a avaliação do caso ainda está em andamento e que não houve deliberação. O órgão justificou o silêncio como uma medida necessária para preservar a integridade do procedimento judicial.
O caso Rupnik é considerado um desafio para o pontificado de Leão XIV. Críticos apontam que as normas canônicas atuais mantêm as vítimas à margem dos processos, sem acesso a dossiês ou atualizações detalhadas, o que gera sentimentos de abandono e desconfiança no sistema eclesiástico.
Fonte: G1 Mundo
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