Vantagens tributárias e facilidade de negociação impulsionam o crescimento da classe de ativos no país

Os ETFs (Exchange Traded Funds) de renda fixa têm registrado um crescimento acelerado no Brasil, alcançando cerca de R$ 59 bilhões em ativos alocados. Segundo Leonardo Vasques, gestor da XP Asset Management, a expansão é impulsionada por vantagens tributárias em comparação aos fundos tradicionais.
Um dos principais diferenciais é a ausência do "come-cotas", a cobrança semestral de Imposto de Renda que incide sobre fundos comuns. Por não sofrer essa antecipação tributária, o investidor de ETFs pode acumular ganhos sobre o patrimônio de forma mais eficiente ao longo do tempo.
Além da eficiência fiscal, os ETFs de renda fixa oferecem praticidade operacional. O recolhimento do imposto é realizado automaticamente pela corretora, eliminando a necessidade de emissão de DARF pelo investidor a cada venda. As alíquotas são fixas, variando entre 15% e 25%, independentemente do prazo de permanência.
Negociados na B3, esses fundos funcionam de maneira similar a ações, permitindo compras e vendas durante o horário de pregão. Por serem fundos abertos, as cotas são ajustadas diariamente, o que mantém o preço de negociação próximo ao valor real dos ativos da carteira, mitigando preocupações com liquidez.
Embora o mercado brasileiro ainda represente apenas 1% da indústria de fundos, o cenário contrasta com o dos Estados Unidos, onde o setor de ETFs movimenta cerca de US$ 15,5 trilhões. A modalidade, que chegou ao Brasil em 2018, é vista por especialistas como uma ferramenta de maior acessibilidade a diferentes estratégias de investimento.
Fonte: InfoMoney
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