terça-feira, 6 de setembro de 2022

Jair Bolsonaro: "uma ação autoritária aparenta combater ameaças para seja legitimada"

Jair Bolsonaro (presidente da República)

 

Claramente se referindo às decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin que derrubaram decretos presidenciais que facilitavam a compra e o porte de armas, mas sem citá-lo diretamente, presidente Jair Bolsonaro critica nesta segunda-feira (5), em rede social, uma “ação autoritária”. 

 

Segue a declaração de Bolsonaro na íntegra: 

 

“Durante muito tempo o Brasil viveu num mundo de aparências, anestesiado por uma falsa sensação de paz e harmonia propagada pela mídia, onde políticos, com palavras agradáveis, falavam o que o povo queria ouvir, enquanto, no apagar das luzes, conspiravam contra esse mesmo povo. 

 

Esse mundo afastou os brasileiros e seus valores das decisões políticas do país, permitiu florescer em nosso solo um dos maiores esquemas de corrupção do planeta e fez com que alcançássemos níveis de violência semelhantes a nações em guerra civil. Estes não são sintomas de paz! 

 

Na aparência, o mal pode ser facilmente confundido com o bem. A vantagem acaba sendo de quem finge mais. Eu poderia muito bem me adequar a isso e me tornar a voz do establishment, mas jamais trocaria a minha alma e a minha consciência pelo aplauso de meia dúzia de vagabundos. 

 

Sei que a forma que me expresso pode não agradar. Infelizmente é o meu jeito. Nasci e vou morrer assim. Mas a beleza da verdade está em si e não em sua aparência, por isso a verdade dura sempre será melhor do que a mentira afável. E, maior que nossas palavras, são nossas ações. 

 

Durante meu governo estivemos sempre ao lado do povo. Nenhuma das medidas que atentaram e atentam contra a Constituição e a liberdade dos brasileiros foi tomada por nós. Pelo contrário, fomos escravos da verdadeira carta de nossa democracia. A realidade sobrepõe as aparências. 

 

O pior dos discursos jamais será mais grave do que a menor das violações de direitos, mesmo fantasiada de justiça. Na história, perseguições sempre foram fundamentadas desta forma e promovidas gradativamente. O final inevitável deste caminho autoritário é a completa tirania. 

 

Uma ação autoritária nunca é assim chamada por seu autor. Pelo contrário, ela aparenta combater supostas ameaças para que seja legitimada. Assim, abusos podem ser cometidos sob o pretexto de enfrentar abusos. Esse é o mal das aparências, elas favorecem os verdadeiros tiranos.” 


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