terça-feira, 21 de julho de 2026

Abimaq defende diplomacia e rejeita reciprocidade contra tarifas dos EUA

Entidade do setor de máquinas e equipamentos argumenta que retaliação não resolve questões políticas e aposta em negociações

Abimaq defende diplomacia e rejeita reciprocidade contra tarifas dos EUA

Representantes do setor produtivo brasileiro reuniram-se com o governo federal para discutir respostas à tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais. Durante o encontro, o presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, posicionou-se contra a adoção da Lei de Reciprocidade.

Velloso defendeu que a solução para o impasse deve ser buscada por meio da diplomacia estatal e empresarial. Segundo o dirigente, a entidade entende que medidas retaliatórias não são eficazes para resolver o que classificou como uma decisão de caráter predominantemente político por parte do governo norte-americano.

O presidente da Abimaq argumentou que a implementação da reciprocidade seria complexa, exigindo uma consulta pública na qual a maioria dos setores produtivos, incluindo o de máquinas e equipamentos, provavelmente se manifestaria contrária. Como alternativa, a associação destacou o trabalho de articulação realizado junto ao setor privado dos Estados Unidos, onde diversas entidades manifestaram apoio ao Brasil.

Para reforçar a posição brasileira, Velloso citou dados econômicos, como o déficit comercial acumulado pelo Brasil com os Estados Unidos desde 2009 e a relevância dos investimentos diretos entre os dois países. O dirigente acredita que ainda há espaço para novas rodadas de negociação e sugeriu a diversificação de mercados como estratégia para mitigar os impactos das tarifas.

O setor de máquinas e equipamentos registrou um crescimento de 12% nas exportações nos últimos 12 meses. O diálogo com o governo federal, representado pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, segue em curso para alinhar as próximas medidas.

Fonte: CNN Brasil


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