quarta-feira, 22 de julho de 2026

Caiado defende acesso de produtores brasileiros ao mercado americano

Pré-candidato à Presidência argumenta que setor agropecuário precisa de facilidades comerciais para exportar sem barreiras tarifárias

Caiado defende acesso de produtores brasileiros ao mercado americano

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), defendeu nesta terça-feira, 21, que o produtor brasileiro necessita de condições facilitadas para acessar o mercado dos Estados Unidos. Em publicação realizada na rede social X, o político afirmou que o setor agropecuário nacional precisa de mecanismos que permitam a entrada de produtos brasileiros no país norte-americano sem a incidência de taxas adicionais, referindo-se ao termo Green card como uma metáfora para essa facilitação comercial.

Caiado enfatizou a necessidade de fortalecer o agronegócio e a indústria nacional, além da proteção de empregos no Brasil. Segundo o pré-candidato, o foco da gestão pública deve ser a valorização da produção interna e a manutenção de uma postura de autoridade moral na condução das políticas governamentais.

A declaração ocorre em um momento de tensão nas relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. Recentemente, o governo americano determinou a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, após uma investigação conduzida pelo Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR). O cenário foi agravado por críticas públicas do secretário de Estado americano, Marco Rubio, à administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que gerou uma reação formal do Itamaraty.

Paralelamente, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, confirmou a obtenção de seu Green card. O documento, que autoriza estrangeiros a residirem no país com direitos similares aos de cidadãos americanos, foi obtido após um processo que, segundo o ex-parlamentar, envolveu comprovação de recursos e demonstração de benefícios à sociedade local. Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão por coação, em decorrência de ações realizadas no exterior.

Fonte: InfoMoney


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