Volume excedente ao limite anual de 1,106 milhão de toneladas estará sujeito a uma tarifa adicional de 55%

Dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China (Gacc) na segunda-feira (20.jul.2026) indicam que o Brasil já desembaraçou 872,2 mil toneladas de carne bovina no mercado chinês este ano. O montante representa 78,9% da cota anual de 1,106 milhão de toneladas destinada ao país.
O avanço no preenchimento da cota foi impulsionado pelo volume registrado em junho, que somou 148,5 mil toneladas desembaraçadas. Oficialmente, restam cerca de 234 mil toneladas para atingir o limite estipulado pelas autoridades chinesas.
Especialistas alertam que a cota pode estar virtualmente preenchida, considerando o tempo de trânsito marítimo entre o Brasil e a China, que é de aproximadamente 40 dias. Volumes elevados embarcados pelos frigoríficos brasileiros nos meses de maio e junho ainda não foram contabilizados integralmente nas estatísticas oficiais de desembaraço.
Regras de salvaguarda
O sistema de cotas e sobretaxas foi implementado pelo Ministério do Comércio da China em 1º de janeiro de 2026. A medida, que vigora até o final de 2028, foi justificada por Pequim como uma forma de proteger a indústria doméstica de danos causados pelo aumento das importações.
Quando o limite de 100% for alcançado, a China passará a cobrar uma tarifa adicional de 55% sobre os volumes excedentes. A cobrança entra em vigor no terceiro dia após o esgotamento da cota e incide sobre a tarifa padrão aplicada ao produto. O limite anual para o Brasil terá aumentos graduais, passando para 1,128 milhão de toneladas em 2027 e 1,151 milhão em 2028.
Fonte: Poder360
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