Advogados do ex-presidente afirmam que ele não autorizou o uso de sua imagem em convenção do PL, tentando evitar novas sanções judiciais.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou uma resposta ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), esclarecendo que ele não deu autorização para que sua imagem e voz fossem utilizadas em um vídeo gerado por inteligência artificial. O material foi exibido durante a convenção nacional do PL, realizada no último dia 25, na qual o senador Flávio Bolsonaro foi oficializado como candidato do partido à Presidência da República.O posicionamento dos advogados foi uma reação direta a uma determinação de Moraes, que havia dado um prazo de 48 horas para que o ex-presidente explicasse seu suposto envolvimento na produção. O receio da defesa é que o caso seja interpretado como uma violação das medidas cautelares impostas a Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar humanitária, especialmente a proibição de utilizar redes sociais, seja pessoalmente ou por intermédio de terceiros.
Na petição enviada ao STF, os advogados argumentaram que a utilização da imagem de Bolsonaro por parte de seus familiares em eventos políticos é algo que ocorre há anos. Segundo a defesa, essa prática começou muito antes das atuais restrições judiciais e é considerada algo natural, fruto da relação familiar e da natureza pública da imagem do ex-presidente.
Avaliação do One Notícias: Vale destacar que esta é mais uma etapa da longa perseguição política que o ex-presidente enfrenta. Bolsonaro, que nem sequer deveria ter sido condenado nesse processo do chamado "golpe", segue sendo alvo de monitoramentos constantes. O uso de IA na convenção, longe de ser um crime, reflete a força que seu nome ainda exerce na política nacional, algo que parece incomodar profundamente os atuais detentores do poder e a cúpula do Judiciário.
No vídeo em questão, uma representação digital de Bolsonaro declarava estar sendo mantido preso de forma arbitrária, mas ressaltava que a esperança continuava viva entre os brasileiros. A peça terminava com um apelo para que o público recebesse Flávio Bolsonaro como o nome do partido na disputa presidencial.
Agora, resta saber como o STF irá interpretar a justificativa da defesa. O objetivo dos advogados é claro: evitar que o episódio sirva de pretexto para o endurecimento das medidas restritivas ou até mesmo para a revogação da atual condição de prisão domiciliar do ex-presidente.
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