Ministro das Relações Exteriores do país declarou que qualquer suporte a ataques contra o território iraniano tornará colaboradores alvos legítimos

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, reafirmou nesta quarta-feira (22) a doutrina de defesa conhecida como "olho por olho". O governo iraniano enfatizou que qualquer agressão contra o país, incluindo ataques à sua infraestrutura, resultará em uma resposta considerada poderosa e decisiva.
Em declaração publicada na rede social X, Araghchi advertiu que aqueles que contribuírem para atos de agressão contra o Irã, independentemente da natureza do apoio, serão tratados como alvos legítimos. A posição foi reforçada em um contexto de tensões crescentes, marcadas pela retomada de hostilidades após um período de cessar-fogo e negociações entre Teerã e os Estados Unidos.
Paralelamente, o vice-ministro das Relações Exteriores e negociador iraniano, Kazem Gharibabadi, reuniu-se com embaixadores e encarregados de negócios europeus. Na ocasião, Gharibabadi argumentou que o conflito atual não oferece avanços estratégicos aos Estados Unidos e compromete a segurança regional e global. O diplomata instou os governos europeus a defenderem a Carta das Nações Unidas e o direito internacional, alertando que o fornecimento de bases ou território a agressores pode resultar na classificação desses países como parte integrante da agressão.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, criticou a condução de audiências no Congresso americano, questionando a ausência de debates sobre os impactos humanos do conflito. Além disso, o porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), Sardar Mahbi, emitiu um aviso a empresas de navegação, informando que a rota ao sul do Estreito de Ormuz encontra-se minada.
Fonte: InfoMoney
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