Ex-governador de Minas Gerais busca se consolidar como alternativa à direita sem alianças partidárias definidas

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), foi oficializado nesta segunda-feira como candidato à Presidência da República. O evento de lançamento ocorreu sem a formalização de alianças com outros partidos e sem a definição de um vice para compor a chapa.
A legenda buscou, inicialmente, um acordo com o Podemos, que não avançou. Atualmente, o partido articula uma negociação com o Democracia Cristã para tentar incluir o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, na vice-presidência.
A convenção contou com a presença de lideranças do Novo, incluindo o presidente da sigla, Eduardo Ribeiro, o senador Eduardo Girão, o deputado Marcel Van Hattem e o ex-procurador Deltan Dallagnol. Durante o evento, a cúpula do partido destacou a trajetória de gestão de Zema em Minas Gerais como o principal ativo da campanha.
A estratégia do candidato foca em apresentar-se como uma alternativa no campo da direita, buscando atrair setores como o agronegócio, o empresariado e lideranças evangélicas. O objetivo é ampliar o reconhecimento do nome de Zema junto ao eleitorado nacional, utilizando o horário eleitoral e os debates para reduzir a distância em relação aos líderes nas pesquisas de intenção de voto.
Em termos de posicionamento, a campanha pretende enfatizar propostas voltadas à economia, gestão pública, segurança e educação. O discurso busca se diferenciar tanto da atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto do bolsonarismo, explorando espaços abertos por crises enfrentadas por outros nomes do espectro conservador.
Fonte: InfoMoney
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