Dados da agência de saúde pública indicam aumento de 36% na mortalidade durante período de temperaturas extremas entre junho e julho
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Uma onda de calor histórica que atingiu a França entre o final de junho e o início de julho de 2026 resultou em pelo menos 5.764 mortes acima do esperado. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (22) pela agência de saúde pública do país, aponta um aumento de 36% na mortalidade em comparação com períodos de temperaturas normais.
O período analisado, entre 17 de junho e 2 de julho, contabilizou 21.674 mortes por todas as causas. Modelos estatísticos baseados em anos anteriores estimam que, sem o evento climático, o número esperado seria de aproximadamente 15.910 óbitos. Este é o maior excesso de mortalidade registrado no país desde 2003, quando cerca de 15 mil pessoas morreram durante um episódio semelhante.
O relatório indica que o pico das mortes coincidiu com os dias de calor mais intenso. Mais da metade dos óbitos excedentes ocorreu entre 25 e 27 de junho. Nos dias 24 e 25 de junho, a França registrou a maior temperatura média nacional de sua história, atingindo 30°C, com termômetros superando os 40°C em diversas cidades.
A região de Paris foi a mais impactada, com 1.999 mortes acima do esperado, representando um aumento de 80% em relação às previsões normais. Segundo a agência, quase metade dos falecimentos ocorreu em hospitais, enquanto um terço foi registrado em residências e o restante em instituições de longa permanência para idosos.
O levantamento considera todas as causas de morte, uma vez que o calor extremo pode agravar condições cardiovasculares, respiratórias e renais, além de elevar riscos de desidratação em populações vulneráveis.
Fonte: G1 Mundo
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