Órgão penitenciário atribui registros de monitoramento a oscilações técnicas no sinal de geolocalização
A Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que não houve violação das medidas cautelares por parte de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom. O esclarecimento foi enviado nesta terça-feira (28.jul.2026).
De acordo com Darcio Ricardo Alves Moura, chefe de serviço de monitoramento da Polícia Penal paulista, a análise técnica dos eventos registrados apontou que as ocorrências foram causadas por oscilações no sinal de GNSS (Sistema Global de Navegação por Satélite). O órgão ressaltou que a ausência temporária de sinal é uma limitação inerente à tecnologia, podendo ser provocada por fatores como baixa cobertura de telecomunicações, interferências atmosféricas ou permanência em ambientes fechados.
O ofício reforça que não foi expedido nenhum comunicado de descumprimento, uma vez que os registros decorreram exclusivamente de falhas técnicas. O esclarecimento foi solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes na última quinta-feira (23.jul.2026), com o objetivo de verificar se as irregularidades no monitoramento eletrônico seriam falhas operacionais ou violações das condições impostas judicialmente.
Débora Rodrigues dos Santos cumpre prisão domiciliar desde março de 2025. Ela foi condenada pelo STF a 14 anos de prisão por sua participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, sendo acusada pela Polícia Federal de pichar a estátua "A Justiça", localizada em frente ao prédio da Corte.
Fonte: Poder360
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