Localização do país no Anel de Fogo do Pacífico explica a alta frequência de abalos sísmicos na região
Um terremoto de magnitude preliminar 7,1 atingiu a província de Kumamoto, no sul do Japão, nesta terça-feira (28.jul.2026). A Agência Meteorológica do Japão (JMA) confirmou o tremor e emitiu um alerta de tsunami para ondas de até 1 metro nas regiões da Baía de Ariake e do Mar de Yatsushiro. O evento resultou em mortos e feridos no arquipélago.
Em resposta, o governo japonês acionou o sistema de emergência e emitiu alertas para as prefeituras de Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki, localizadas na ilha de Kyushu.
A frequência de abalos no Japão é explicada pela sua localização no Anel de Fogo do Pacífico, área que concentra cerca de 75% dos vulcões ativos do planeta e a maior parte dos terremotos mundiais. O fenômeno ocorre devido ao encontro de placas tectônicas, onde o processo de subducção — quando uma placa desliza sob outra — acumula energia que, ao ser liberada, provoca os tremores.
Embora o país registre milhares de tremores anualmente, a maioria possui baixa intensidade. No entanto, a região também está sujeita a eventos de magnitude superior a 8. Para mitigar riscos, o Japão utiliza um sistema de monitoramento avançado, que inclui sensores espalhados pelo território, alertas precoces, normas rígidas de construção civil e treinamentos regulares da população.
Fonte: Poder360
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