A governadora denunciou à Justiça uma série de investidas coordenadas, que incluem uso de tecnologia de IA e golpes financeiros em nome de sua candidatura.
A campanha eleitoral em Pernambuco atingiu um nível alarmante de baixaria. A governadora Raquel Lyra (PSD), que busca a reeleição, tornou-se o alvo principal de uma série de ataques digitais articulados, envolvendo desde golpes financeiros via Pix até o uso de tecnologias de deepfake para tentar enganar o eleitorado. Na nossa avaliação, essa postura reflete o desespero de adversários que não conseguem enfrentar a gestão no campo das ideias e partem para táticas que lembram o nefasto “gabinete do ódio”.
O cenário é grave. Criminosos utilizaram dados pessoais para editar um vídeo com áudio manipulado, onde Raquel Lyra supostamente pede dinheiro aos eleitores. Além disso, a governadora tem recebido depósitos de valores irrisórios de origem desconhecida, coincidindo com a divulgação de seus bens pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A governadora já registrou boletim de ocorrência e foi enfática ao negar qualquer pedido de contribuição financeira: “É óbvio que eu não tô pedindo dinheiro pra ninguém”, declarou.
A Polícia Civil de Pernambuco já instaurou um inquérito para investigar o caso. Não é a primeira vez que a campanha de Lyra sofre com ações dessa natureza. Antes do episódio do vídeo falso, a equipe jurídica da governadora já havia acionado o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) e a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE-PE) para denunciar uma rede estruturada de perfis falsos e robôs operando nas redes sociais.
Dados coletados pela própria campanha apontam para a existência de 535 perfis com atuação inautêntica, focados em disparar críticas contra a governadora e exaltar o seu principal adversário, o ex-prefeito João Campos (PSB). A maioria desses perfis, cerca de 90%, já foi removida pelas plataformas digitais após denúncias. Embora o relatório técnico não aponte explicitamente os mandantes ou financiadores da rede, o padrão de comportamento levanta sérias suspeitas sobre a origem desses ataques.
A disputa em Pernambuco, uma das mais polarizadas do país, mostra Raquel Lyra liderando as intenções de voto, com uma vantagem de seis pontos percentuais sobre João Campos, segundo pesquisa Datafolha recente. Avaliamos que, enquanto a governadora mantém o foco na sua trajetória, a oposição parece confortável em recorrer a táticas que atentam contra a integridade do processo democrático.
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