Bloqueio afeta exportações de carne bovina, mel e pescados a partir de setembro sob alegação de falhas no controle de antimicrobianos
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O Brasil enfrenta a possibilidade de perder mais de US$ 500 milhões em exportações para a União Europeia caso o embargo aprovado pelo bloco entre em vigor no dia 3 de setembro. A medida restringe a entrada de carne bovina, mel e pescados brasileiros, sob a justificativa de que o país não possui mecanismos de controle suficientes para monitorar o uso de antimicrobianos nessas cadeias produtivas.
A Associação Brasileira da Indústria de Carnes (Abiec) projeta prejuízos de US$ 504 milhões apenas até o final deste ano. Caso a restrição persista em 2027, o impacto financeiro total pode superar a marca de US$ 1 bilhão. No segmento de mel, a Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel) estima uma perda de US$ 4 milhões entre setembro e dezembro.
Embora o setor de pescados não exporte para o bloco desde 2017, a Associação Brasileira da Indústria de Pescados (Abipesca) alerta que o embargo pode inviabilizar a retomada das vendas, impedindo a entrada de até US$ 100 milhões em receitas no próximo ano. Empresários dos setores afetados argumentam que a medida possui motivação protecionista, destacando que o sistema de defesa agropecuária brasileiro possui índices de rechaço próximos a zero.
Representantes dos setores de mel e pescados afirmam que os antimicrobianos citados pela União Europeia não são utilizados em seus processos produtivos. O governo federal submeteu um novo plano de fiscalização ao bloco em junho, buscando demonstrar a conformidade do sistema brasileiro, mas a avaliação do documento está prevista apenas para novembro, após o início do embargo.
Fonte: G1 Economia
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