Governo brasileiro aponta possível motivação política na exclusão do país da lista de exportadores de produtos de origem animal para o bloco europeu
Governo brasileiro aponta possível motivação política na exclusão do país da lista de exportadores de produtos de origem animal para o bloco europeu
Bloqueio afeta exportações de carne bovina, mel e pescados a partir de setembro sob alegação de falhas no controle de antimicrobianos
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Operação de US$ 110 bilhões exige encerramento de parceria com a Universal na Europa; negócio enfrenta restrições judiciais nos EUA

A União Europeia concedeu, nesta quarta-feira (22.jul.2026), autorização para a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance, em um negócio avaliado em US$ 110 bilhões. Para viabilizar a aprovação antitruste, a empresa comprometeu-se a encerrar uma joint venture de distribuição de filmes mantida com a Universal Pictures no continente europeu.
Segundo a Comissão Europeia, a Paramount Skydance deverá finalizar a parceria em até 13 meses após a conclusão da operação. Além disso, a companhia firmou o compromisso de não estabelecer novos contratos de distribuição com a Universal na Europa pelo período de 10 anos.
Enquanto avança na Europa, a fusão enfrenta obstáculos nos Estados Unidos. A Justiça norte-americana determinou a suspensão temporária da transação após uma coalizão de 12 Estados, liderada pela Califórnia, questionar os impactos da operação na concorrência. O Departamento de Justiça dos EUA, contudo, já havia dado aval ao negócio.
Caso a suspensão judicial nos EUA ultrapasse o dia 30 de setembro de 2026, o presidente-executivo da Paramount, David Ellison, deverá arcar com uma taxa diária estimada em US$ 7 milhões, destinada aos acionistas da Warner Bros. A fusão também é alvo de uma ação movida pelo sindicato dos roteiristas norte-americanos e segue sob análise de órgãos reguladores no Reino Unido.
No Brasil, a Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a aquisição em 8 de julho, por entender que a operação é compatível com a concorrência no mercado nacional. A decisão brasileira ainda aguarda o prazo de 15 dias para validação definitiva, caso não haja recurso para análise pelo Tribunal da autarquia.
Fonte: Poder360
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Embaixador da Irlanda afirma que decisão é técnica e cabe ao Brasil adequar padrões para retomar exportações
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O embaixador da Irlanda no Brasil, Martin Gallagher, declarou que a União Europeia não flexibilizará as normas sanitárias impostas ao setor de carnes brasileiro. A Irlanda, que ocupa atualmente a presidência rotativa do Conselho da União Europeia, reforçou que as exigências sobre o uso de antimicrobianos na produção animal são conhecidas há anos e foram objeto de diálogo prévio com autoridades brasileiras.
A partir de 3 de setembro, o Brasil ficará impedido de exportar carnes bovina, de frango e de cavalo, além de mel, pescado e tripas para o mercado europeu. A medida foi oficializada após o país ser retirado da lista de nações aptas a cumprir as normas do bloco para o controle de substâncias utilizadas no tratamento e prevenção de infecções animais.
Segundo Gallagher, a decisão é de natureza estritamente técnica. O diplomata destacou que outros países sul-americanos conseguiram se adequar aos requisitos exigidos e permanecem habilitados para o comércio com o bloco. O embaixador comparou a situação às exigências que o próprio Brasil impõe a produtos importados, ressaltando que a responsabilidade pela implementação de sistemas que garantam o cumprimento dos padrões sanitários é das autoridades brasileiras.
Embora a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) tenha manifestado preocupação com a viabilidade de adaptação do ciclo produtivo no curto prazo, o embaixador afirmou que a Comissão Europeia mantém o diálogo aberto. O governo brasileiro segue em negociações para buscar uma solução para o impasse.
Fonte: G1 Economia
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Alta foi registrada nos meses de maio e junho, período que marca o início da vigência provisória do acordo comercial com o Mercosul

As exportações do Brasil destinadas à União Europeia registraram um crescimento de US$ 2 bilhões nos meses de maio e junho de 2026. O montante representa uma alta de 26% em comparação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Apex Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).
O período coincide com a entrada em vigor, de forma provisória, do acordo comercial entre o Mercosul e o bloco europeu, ocorrida em 1º de maio. O tratado prevê a redução e a eliminação de tarifas para diversos produtos. A validação definitiva do acordo ainda depende de aprovações do Parlamento Europeu e do Tribunal de Justiça da União Europeia.
No acumulado do primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras para o bloco somaram US$ 26,9 bilhões, um crescimento de 12,8% em relação ao primeiro semestre de 2025. O aumento total no semestre foi de US$ 3 bilhões, sendo que dois terços desse valor foram concentrados nos meses posteriores ao início do acordo.
A Apex Brasil também mapeou oportunidades para empresas brasileiras se tornarem exportadoras, destacando a região Sul como a mais beneficiada. Entre os Estados com maior potencial de novas exportações estão:
Fonte: Poder360
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Pesquisa da Fundação Rockwool indica que prática contribui para a disparidade salarial entre gêneros
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Um estudo realizado pela Fundação Rockwool, de Berlim, revelou que homens possuem maior tendência a utilizar propostas de emprego em outras companhias como estratégia para obter aumentos salariais em seus cargos atuais. Segundo a pesquisa, essa prática atua como um fator relevante para a manutenção das diferenças de remuneração entre homens e mulheres no mercado de trabalho.
Os dados indicam que a renegociação salarial baseada em ofertas externas seria responsável por aproximadamente metade da disparidade salarial observada entre os sexos. O levantamento observou que, enquanto homens conseguem elevar seus ganhos sem necessariamente mudar de empresa, as mulheres tendem a trocar de empregador quando buscam novas oportunidades, sem obter ganhos comparáveis na posição que ocupam.
A pesquisa ressalta que, mesmo entre trabalhadores que exercem a mesma ocupação e atuam no mesmo local, os homens recebem, em média, 8% a mais do que as mulheres. Os pesquisadores basearam suas conclusões na análise de funcionários que tiveram acesso a vagas externas por meio de redes familiares, como pais ou irmãos.
O cenário traz questionamentos sobre a eficácia de medidas regulatórias isoladas. Embora a Diretiva de Transparência Salarial da União Europeia tenha entrado em vigor em junho com o objetivo de reduzir as assimetrias de informação dentro das empresas, o estudo sugere que a transparência por si só pode não ser suficiente para eliminar completamente as disparidades de gênero no ambiente corporativo.
Fonte: G1 Economia
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