Medidas, justificadas pelo combate ao trabalho forçado, devem substituir taxas temporárias derrubadas pela Suprema Corte
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O governo dos Estados Unidos planeja anunciar, nos próximos dias, a aplicação de novas tarifas comerciais que devem atingir aproximadamente 60 países. A informação foi confirmada pelo representante comercial americano, Jamieson Greer, em entrevista à rede CNBC nesta terça-feira (21).
Segundo Greer, a iniciativa tem como objetivo substituir as sobretaxas temporárias de 10% que haviam sido implementadas pelo presidente Donald Trump, mas que foram anuladas pela Suprema Corte no ano passado. O representante justificou a medida alegando que os Estados Unidos possuem legislações rigorosas contra o comércio de bens produzidos sob regime de trabalho forçado, normas que, segundo ele, não são adotadas ou aplicadas de forma efetiva pela maioria das outras nações.
O Brasil consta na lista de países sob investigação pelas autoridades americanas e pode ser alvo de uma taxação de 12,5% sobre seus produtos. As novas alíquotas, que devem variar entre 10% e 12,5%, são resultado de apurações iniciadas em março, fundamentadas na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
A política comercial de Washington tem gerado atenção internacional, especialmente por afetar parceiros comerciais estratégicos. O governo americano tem conduzido investigações sobre práticas de trabalho forçado e excesso de capacidade industrial, realizando audiências públicas para avaliar os impactos das propostas antes de sua implementação definitiva.
Fonte: G1 Economia
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