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terça-feira, 28 de julho de 2026

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Brasil permanece fora do Mapa da Fome da ONU em 2026

Relatório da FAO aponta que insegurança alimentar severa atingiu o menor nível da série histórica no país

Brasil permanece fora do Mapa da Fome da ONU em 2026

O Brasil manteve-se fora do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU) no triênio 2023-2025, com a proporção de subnutrição da população permanecendo abaixo de 2,5%. Os dados foram publicados no relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2026, divulgado pela FAO na última terça-feira (21.jul.2026).

Segundo informações do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o índice de insegurança alimentar severa no país recuou para 0,6%, o menor patamar já registrado na série histórica. O levantamento indica que 16,7 milhões de pessoas deixaram essa condição, apresentando uma trajetória de queda em relação aos períodos anteriores, que registraram 6,6% em 2021-2023 e 3,4% em 2022-2024.

O custo para o acesso financeiro a uma dieta saudável no Brasil foi estimado em US$ 4,89 por pessoa, valor que se posiciona abaixo da média observada na América do Sul, fixada em US$ 4,94. Além disso, a parcela da população brasileira sem acesso financeiro a uma alimentação adequada foi de 21,1% no mesmo período.

Os indicadores de segurança alimentar acompanharam o desempenho econômico recente. O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro apresentou expansões de 3,2% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025. No último ano, a taxa de desemprego atingiu 5,6%, enquanto a inflação do grupo de alimentos encerrou em 2,95%.

Em âmbito global, o estudo da FAO estima que 7,8% da população mundial enfrentou a fome em 2025, uma redução frente aos 8,1% registrados no ano anterior. O total de pessoas em situação de fome no triênio 2023-2025 foi de 645 milhões, representando uma queda de 14 milhões de indivíduos em comparação ao período precedente.

Fonte: Poder360


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quarta-feira, 22 de julho de 2026

Nova tarifa dos EUA contra o Brasil integra estratégia protecionista de Trump

Medida faz parte de um conjunto de ações para contornar decisões judiciais e reforçar a agenda comercial americana

Nova tarifa dos EUA contra o Brasil integra estratégia protecionista de Trump

Entrou em vigor nesta quarta-feira (22/07) uma nova tarifa dos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras. A medida é interpretada por especialistas como um desdobramento da estratégia do governo de Donald Trump para contornar restrições impostas pela Suprema Corte americana e consolidar uma agenda econômica protecionista.

Após o Judiciário limitar o uso de decretos presidenciais para a imposição de taxas, a administração americana passou a utilizar investigações baseadas na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Este instrumento permite ao governo apurar práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses dos EUA, como subsídios industriais e manipulação cambial.

No caso brasileiro, a taxação de 25% foi justificada por Washington com base em questões como o acesso ao mercado de etanol, o favorecimento ao Pix e preocupações relacionadas ao desmatamento e à corrupção. A lista de produtos afetados inclui máquinas agrícolas, roupas, calçados e material elétrico, enquanto itens como café, carne bovina e suco de laranja foram excluídos.

O Brasil é o primeiro país a sofrer sanções sob essa nova base jurídica, mas não deve ser o único. O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) conduz inquéritos semelhantes contra outros dezesseis parceiros comerciais, incluindo China, União Europeia, Japão e México. Além disso, há propostas de tarifas adicionais contra 54 países por questões envolvendo trabalho forçado.

Analistas apontam que o governo Trump busca construir uma estrutura jurídica mais robusta para sustentar suas medidas tarifárias. O representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que o objetivo é garantir condições de competição justas para empresas e trabalhadores americanos, sinalizando que novas ações podem ser implementadas em breve.

Fonte: G1 Economia


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Guerra comercial entre EUA e Canadá serve de alerta para o Brasil

Uso da Seção 338 da Lei Tarifária de 1930 pelos Estados Unidos sinaliza nova estratégia contra parceiros que adotam retaliações

Guerra comercial entre EUA e Canadá serve de alerta para o Brasil

O governo brasileiro avalia a possibilidade de retaliação comercial contra os Estados Unidos, após a imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros iniciada nesta quarta-feira (22). No entanto, o cenário recente envolvendo o Canadá sugere cautela, uma vez que a administração americana demonstrou capacidade de intensificar medidas de forma célere.

O presidente Donald Trump invocou a Seção 338 da Lei Tarifária de 1930 para aplicar uma tarifa adicional de 50% sobre diversos produtos canadenses, com vigência prevista para 19 de agosto. Esta é a primeira vez que o dispositivo é utilizado por um presidente americano. As justificativas incluem boicotes a produtos alcoólicos, tarifas sobre veículos e autopeças, além de cotas sobre laticínios.

Segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), a medida indica que o governo dos EUA possui ferramentas comerciais que permitem contornar processos mais longos exigidos por outras seções da lei. O Canadá foi o único país, além da China, a retaliar formalmente os Estados Unidos após as tarifas impostas desde 2025, o que pode ter influenciado a nova punição.

No Brasil, o vice-presidente Geraldo Alckmin descartou uma retaliação imediata. Embora exista a possibilidade de acionamento da Lei da Reciprocidade Econômica, o governo prioriza o diálogo. Alckmin afirmou que o processo de retaliação possui etapas e defendeu a busca por negociações, ressaltando que a estratégia de "olho por olho" pode ser prejudicial para ambas as partes.

Fonte: InfoMoney


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Brasil perde 22 posições em ranking global de produção industrial

Dados da Unido compilados pelo Iedi mostram que o país ocupou a 69ª colocação no primeiro trimestre de 2026

Brasil perde 22 posições em ranking global de produção industrial

O desempenho da indústria de transformação brasileira registrou queda no cenário internacional. De acordo com levantamento da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido), compilado pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), o Brasil ocupou a 69ª posição em um ranking que avaliou 90 países no primeiro trimestre de 2026.

O resultado representa um recuo de 22 posições em relação ao mesmo período de 2025, quando o país estava em 47º lugar. Em 2024, o Brasil ocupava a 33ª colocação, evidenciando uma trajetória de queda no setor pelo segundo ano consecutivo.

No comparativo anual, a indústria de transformação brasileira apresentou retração de 0,1% no primeiro trimestre de 2026 frente ao mesmo período de 2025. Apesar do resultado negativo no ranking, houve uma expansão de 1,5% quando comparado ao quarto trimestre do ano passado, superando o desempenho de economias como Alemanha, México, África do Sul e Chile.

No contexto global, a produção industrial apresentou aceleração de 1,2% nos três primeiros meses de 2026, com destaque para os setores de média-alta e alta tecnologia. Na América Latina, a indústria de transformação encolheu 0,4%, influenciada principalmente pelas quedas registradas na Argentina e no México.

Fonte: Poder360


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terça-feira, 21 de julho de 2026

EUA preparam novas tarifas comerciais para cerca de 60 países

Medidas, justificadas pelo combate ao trabalho forçado, devem substituir taxas temporárias derrubadas pela Suprema Corte

EUA preparam novas tarifas comerciais para cerca de 60 países

O governo dos Estados Unidos planeja anunciar, nos próximos dias, a aplicação de novas tarifas comerciais que devem atingir aproximadamente 60 países. A informação foi confirmada pelo representante comercial americano, Jamieson Greer, em entrevista à rede CNBC nesta terça-feira (21).

Segundo Greer, a iniciativa tem como objetivo substituir as sobretaxas temporárias de 10% que haviam sido implementadas pelo presidente Donald Trump, mas que foram anuladas pela Suprema Corte no ano passado. O representante justificou a medida alegando que os Estados Unidos possuem legislações rigorosas contra o comércio de bens produzidos sob regime de trabalho forçado, normas que, segundo ele, não são adotadas ou aplicadas de forma efetiva pela maioria das outras nações.

O Brasil consta na lista de países sob investigação pelas autoridades americanas e pode ser alvo de uma taxação de 12,5% sobre seus produtos. As novas alíquotas, que devem variar entre 10% e 12,5%, são resultado de apurações iniciadas em março, fundamentadas na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

A política comercial de Washington tem gerado atenção internacional, especialmente por afetar parceiros comerciais estratégicos. O governo americano tem conduzido investigações sobre práticas de trabalho forçado e excesso de capacidade industrial, realizando audiências públicas para avaliar os impactos das propostas antes de sua implementação definitiva.

Fonte: G1 Economia


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Brasil pode superar EUA como maior exportador agrícola global

Reportagem do Financial Times aponta redução na diferença de exportações entre os dois países e destaca crescimento do setor brasileiro

Brasil pode superar EUA como maior exportador agrícola global

O Brasil está próximo de assumir a posição de maior exportador agrícola do mundo, superando os Estados Unidos. Segundo dados do Departamento de Agricultura americano e do Ministério da Agricultura brasileiro, a diferença entre as exportações dos dois países caiu drasticamente: de US$ 56 bilhões em 2021 para apenas US$ 2 bilhões no ano passado, quando os EUA exportaram US$ 171 bilhões.

O desempenho brasileiro no primeiro semestre de 2026 registrou um recorde de US$ 87 bilhões, um crescimento de 6%. O país consolidou sua liderança na produção de soja, carnes bovina e avícola, além de superar os americanos na exportação de algodão.

Analistas ouvidos pelo Financial Times apontam que as tensões comerciais, especialmente as tarifas impostas pelo governo Donald Trump, impactaram a competitividade americana. A China, um dos maiores mercados globais, reduziu significativamente as compras dos EUA após as medidas protecionistas iniciadas em 2018, favorecendo o aumento da participação brasileira no mercado chinês.

Além do cenário externo, o sucesso brasileiro é atribuído a décadas de investimentos em tecnologia agrícola, como o tratamento de solos e o desenvolvimento genético, que permitem múltiplas safras anuais. No entanto, o setor no Brasil enfrenta desafios internos, incluindo altas taxas de juros, a queda nos preços das commodities e o encarecimento dos fertilizantes importados.

Fonte: G1 Economia


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segunda-feira, 20 de julho de 2026

Governo federal publica mensagem sobre diplomacia no Dia da Amizade

Publicação ocorre em cenário de tensão comercial após anúncio de tarifas pelos Estados Unidos

Governo federal publica mensagem sobre diplomacia no Dia da Amizade

O governo brasileiro utilizou as redes sociais nesta segunda-feira (20) para celebrar o Dia da Amizade. Em uma imagem publicada, a bandeira do Brasil aparece de mãos dadas com a dos Estados Unidos, acompanhada por representações da Índia, China, União Europeia e Argentina.

A postagem ocorre em um momento de atrito nas relações comerciais entre Brasília e Washington. Na semana anterior, o governo norte-americano anunciou a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos exportados pelo Brasil. Segundo os Estados Unidos, a medida responde a práticas brasileiras que restringiriam o comércio norte-americano, citando o PIX, o mercado de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria.

Na legenda da publicação, o governo destacou a importância do diálogo e da cooperação internacional para mitigar crises e promover o crescimento econômico. O texto enfatiza que a colaboração entre as nações deve ocorrer sem ofender a diplomacia e a soberania de cada nação, em uma referência indireta ao atual contexto diplomático.

As bandeiras exibidas na montagem representam, segundo o governo, os principais parceiros comerciais do país. Devido à legislação eleitoral vigente, a seção de comentários da publicação foi limitada.

Fonte: G1 Economia


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