Javier Milei afirmou, sem apresentar provas, que o Brasil teria liderado ações difamatórias durante a Copa do Mundo de 2026
O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a proferir críticas ao governo brasileiro e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista concedida a uma rádio argentina no último domingo (26), Milei acusou o Brasil de liderar uma suposta "campanha anti-Argentina" durante a realização da Copa do Mundo de 2026, alegando que o governo brasileiro teria destinado recursos financeiros para difamar o país vizinho. O mandatário argentino não apresentou provas para sustentar as acusações.
Segundo Milei, a suposta conspiração teria contado com a participação do governo do México e do Partido Democrata dos Estados Unidos. O presidente justificou suas declarações recentes, feitas durante a convenção do PL em São Paulo, como uma resposta a uma suposta interferência brasileira na campanha eleitoral argentina de 2023, quando, segundo ele, assessores ligados a Lula teriam auxiliado o candidato Sergio Massa.
As falas de Milei no evento em São Paulo, que incluíram ofensas ao presidente Lula e ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, geraram uma reação diplomática imediata. O Itamaraty convocou o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, para consultas em Brasília, sinalizando um agravamento nas relações bilaterais.
Em nota, o Itamaraty afirmou que não há precedentes para um presidente estrangeiro proferir ofensas ao chefe de Estado e às instituições brasileiras em território nacional. O embaixador Julio Bitelli deve se reunir com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para definir os próximos passos da diplomacia brasileira, em um momento descrito como um dos mais críticos nas relações entre os dois países nas últimas décadas.
Fonte: G1 Mundo
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