sábado, 22 de agosto de 2026

Irã declara 'vitória' sobre os EUA e promete resposta a novas sanções econômicas

Presidente iraniano afirma que Teerã saiu vencedor do confronto com os Estados Unidos, enquanto Washington prepara um novo pacote de sanções econômicas.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que seu país venceu o confronto com os Estados Unidos e defendeu o encerramento da guerra a partir do que classificou como uma “posição de força”. Segundo a mídia estatal iraniana, Pezeshkian disse que a vitória de Teerã teria sido reconhecida internacionalmente — uma avaliação do governo iraniano que não representa um consenso entre outros países.

A declaração ocorre em meio a uma nova escalada de pressão de Washington. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que apresentará na segunda-feira, 24 de agosto, um novo pacote de medidas contra o Irã, descrito pelo governo americano como o mais duro já aplicado ao país. O presidente Donald Trump também ameaçou impor consequências econômicas a nações que continuarem apoiando financeiramente Teerã.

O governo iraniano reagiu elevando o tom. O chefe das Forças Armadas, major-general Ali Abdollahi, afirmou que novas ameaças americanas poderão receber uma resposta militar “esmagadora” e “devastadora”. Ao mesmo tempo, autoridades iranianas sustentam que os Estados Unidos não conseguiram alcançar seus principais objetivos militares e que Teerã preservou capacidade de reação.

A narrativa de vitória iraniana está ligada, sobretudo, à resistência às exigências de Washington e à capacidade de Teerã de manter forte influência sobre o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de petróleo. O conflito, iniciado em 28 de fevereiro, reduziu drasticamente o fluxo de petróleo pelo estreito e provocou fortes impactos econômicos dentro e fora da região.

Apesar do discurso de força, o Irã também enfrenta perdas militares e forte pressão sobre sua economia. Os combates diretos diminuíram, mas não há acordo definitivo de paz, e a disputa entre Washington e Teerã passou a combinar ameaças militares, sanções e controle das rotas de energia. As declarações dos dois governos indicam que, mesmo com sinais de interesse em uma saída diplomática, a tensão permanece elevada.


Fontes consultadas:


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