segunda-feira, 27 de julho de 2026

China contesta tarifas dos EUA e busca estreitar laços comerciais com o Brasil

Pequim classifica medidas americanas como protecionistas e defende aceleração de acordo entre China e Mercosul

China contesta tarifas dos EUA e busca estreitar laços comerciais com o Brasil

O Ministério do Comércio da China manifestou oposição às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos, que atingiram produtos de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil e a própria China. As taxas, fixadas em 12,5% para ambos os países, foram justificadas por Washington sob a alegação de combate ao trabalho forçado, argumento rejeitado por Pequim.

Em nota oficial, o governo chinês classificou a medida como um ato de unilateralismo e protecionismo. O órgão chinês afirmou que as acusações são infundadas e criticou o histórico dos EUA na área trabalhista, sugerindo que o tema tem sido utilizado de forma política para conter o avanço tecnológico e comercial chinês.

Além das tarifas, Pequim expressou descontentamento com a possibilidade de investigações americanas sobre o setor de inteligência artificial na China. O governo chinês acusou os EUA de promoverem um "hegemonismo por IA" e prometeu adotar medidas necessárias para proteger os interesses de suas empresas diante de possíveis sanções.

Paralelamente ao aumento das tensões com Washington, o governo chinês reforçou o apoio diplomático ao Brasil. Em conversa telefônica realizada no último domingo (26), o presidente Xi Jinping assegurou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva suporte na defesa da soberania brasileira e na oposição à interferência externa.

Como resposta estratégica ao cenário de incertezas comerciais, os dois líderes concordaram com a urgência de acelerar as negociações para um acordo comercial entre o Mercosul e a China. A iniciativa busca diversificar mercados e reduzir a dependência de parceiros únicos, mitigando os impactos de políticas protecionistas sobre a economia brasileira.

Fonte: G1 Economia


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