Governo argentino descarta pedido de desculpas por declarações feitas em evento político em São Paulo
A participação do presidente da Argentina, Javier Milei, em um evento político em São Paulo no último sábado (25) desencadeou o que a imprensa argentina classifica como a maior crise diplomática entre os dois países no último meio século. Durante o ato, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, Milei proferiu críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Em artigo publicado no jornal La Nación, foi reportado que o governo argentino não pretende apresentar pedidos de desculpas pelas declarações. O Itamaraty reagiu convocando o embaixador da Argentina em Brasília, Daniel Raimondi, para expressar a repulsa do governo brasileiro, além de chamar o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, para consultas.
Fontes diplomáticas ouvidas pelo jornal Clarín descreveram o episódio como inédito na história democrática, classificando as falas de Milei como uma ofensa aos poderes constituídos e ao povo brasileiro. O presidente argentino, que defende políticas de direita na região, afirmou que o Brasil poderia se alinhar a esse movimento com uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro.
Apesar da tensão, o governo brasileiro informou que não considera, no momento, a adoção de medidas extremas. O presidente argentino, que também foi recebido pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, segue agora para compromissos oficiais no Peru, Equador e Colômbia.
Fonte: G1 Mundo
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