Medida faz parte de um conjunto de ações para contornar decisões judiciais e reforçar a agenda comercial americana
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Entrou em vigor nesta quarta-feira (22/07) uma nova tarifa dos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras. A medida é interpretada por especialistas como um desdobramento da estratégia do governo de Donald Trump para contornar restrições impostas pela Suprema Corte americana e consolidar uma agenda econômica protecionista.
Após o Judiciário limitar o uso de decretos presidenciais para a imposição de taxas, a administração americana passou a utilizar investigações baseadas na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Este instrumento permite ao governo apurar práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses dos EUA, como subsídios industriais e manipulação cambial.
No caso brasileiro, a taxação de 25% foi justificada por Washington com base em questões como o acesso ao mercado de etanol, o favorecimento ao Pix e preocupações relacionadas ao desmatamento e à corrupção. A lista de produtos afetados inclui máquinas agrícolas, roupas, calçados e material elétrico, enquanto itens como café, carne bovina e suco de laranja foram excluídos.
O Brasil é o primeiro país a sofrer sanções sob essa nova base jurídica, mas não deve ser o único. O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) conduz inquéritos semelhantes contra outros dezesseis parceiros comerciais, incluindo China, União Europeia, Japão e México. Além disso, há propostas de tarifas adicionais contra 54 países por questões envolvendo trabalho forçado.
Analistas apontam que o governo Trump busca construir uma estrutura jurídica mais robusta para sustentar suas medidas tarifárias. O representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que o objetivo é garantir condições de competição justas para empresas e trabalhadores americanos, sinalizando que novas ações podem ser implementadas em breve.
Fonte: G1 Economia
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