Presidente eleva tom político ao associar secretário americano a Flávio Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou por personalizar o secretário de Estado americano, Marco Rubio, como um dos eixos de sua estratégia eleitoral. Segundo a analista de política Isabel Mega, em declarações ao Live CNN, a postura contraria orientações de aliados próximos, que recomendavam evitar o confronto direto com uma autoridade estrangeira.
A tensão escalou após Rubio afirmar, em redes sociais, que Lula prioriza o ego em detrimento de negociações comerciais. O governo brasileiro respondeu por meio do chanceler Mauro Vieira, mas, na última segunda-feira (21), durante convenção do PDT, o próprio presidente subiu o tom. Lula sugeriu que Rubio, a quem vinculou como defensor da candidatura de Flávio Bolsonaro, deveria acompanhar o processo eleitoral brasileiro.
A estratégia do PT busca associar as sobretaxas impostas pelos Estados Unidos, apelidadas pelo partido de "tariflávio", à figura do pré-candidato do PL. Conforme a análise, a escolha de focar os ataques em Rubio, em vez de Donald Trump, visa preservar minimamente a relação de Estado para Estado, diante das incertezas do cenário pós-eleitoral.
Apesar da ofensiva, dados da pesquisa Real Time Big Data indicam que a estratégia ainda não resultou em ganhos expressivos para o petista. O levantamento mostrou uma recuperação de Flávio Bolsonaro, dentro da margem de erro, em um eventual segundo turno. A analista pontua que o governo testa o limite dessa escalada retórica enquanto as negociações comerciais permanecem estagnadas até o fim do pleito.
Fonte: CNN Brasil
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