Investigação do Ministério Público aponta esquema de financiamento e cita nomes de oficiais da Polícia Militar, que não são alvos de inquérito

O Ministério Público do Estado de São Paulo deflagrou, nesta terça-feira (21), a Operação Janus com o objetivo de desarticular uma rede de financiamento e lavagem de dinheiro vinculada à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). A ação resultou no cumprimento de mandados de prisão contra diversos alvos apontados como operadores financeiros do grupo.
A denúncia do órgão ministerial detalha que a estrutura criminosa funcionava como um banco para a movimentação de recursos ilícitos, utilizando doleiros e empresas para ocultar patrimônio. Documentos da investigação, baseados em mensagens interceptadas e planilhas, mencionam nomes de oficiais de alta patente da Polícia Militar, incluindo os coronéis Pereira Martins, José Augusto Coutinho e um oficial identificado como "Patrício".
É importante ressaltar que, conforme informado pelo Ministério Público, os policiais militares citados nos documentos não são investigados nem foram denunciados no âmbito desta operação. A menção aos nomes ocorre no contexto de diálogos e registros financeiros analisados pelos promotores.
Além da lavagem de dinheiro, a investigação aponta que o grupo atuava na resolução de disputas patrimoniais por meio de "tribunais do crime" da facção. A Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros de pessoas físicas investigadas, com limite de R$ 10 milhões por indivíduo, além do sequestro de bens e indisponibilidade de imóveis e veículos.
Fonte: CNN Brasil
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