Metal precioso mantém patamar acima de US$ 4 mil apesar da valorização do dólar e dos rendimentos dos Treasuries

O mercado de metais preciosos registrou um dia de pouca oscilação nesta segunda-feira (20). Na Comex, divisão de metais da Nymex, em Nova York, o contrato do ouro para agosto encerrou o pregão com leve queda de 0,07%, cotado a US$ 4.015,9 por onça-troy.
Apesar da pressão exercida pela alta dos rendimentos dos Treasuries e pela valorização do dólar, o metal manteve resistência, permanecendo acima do patamar de US$ 4 mil. O movimento ocorreu em um cenário de descompressão das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, que influenciaram o comportamento do petróleo Brent durante a sessão.
Analistas do MUFG apontam que as expectativas de taxas de juros elevadas por um período prolongado têm neutralizado o apelo do ouro como ativo de proteção. Segundo a instituição, essa dinâmica mantém o metal em uma faixa de negociação restrita, mesmo diante de riscos globais.
Por outro lado, a Capital Economics avalia que o ouro tem apresentado comportamento similar ao de um ativo de risco. A consultoria projeta que a tendência de queda nos preços pode persistir, refletindo um processo de desmonte da demanda especulativa e um descolamento em relação aos fundamentos tradicionais, como as taxas de juros reais de longo prazo.
Fonte: Diário do Grande ABC
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