Roger Rogoff foi demitido menos de uma hora após assumir o cargo em Seattle
O procurador federal Roger Rogoff ingressou com uma ação judicial para contestar sua exoneração, ocorrida menos de uma hora após sua posse em Seattle, nos Estados Unidos. O caso, iniciado na última terça-feira (22), marca um desdobramento inédito na disputa entre o governo Trump e o Poder Judiciário sobre a ocupação de cargos no Departamento de Justiça.
Rogoff foi nomeado por unanimidade pelos juízes federais do Distrito Oeste de Washington para exercer a função temporariamente, até que o Senado confirme um titular definitivo. Pouco após assumir, o procurador recebeu um comunicado oficial informando sobre a determinação de sua demissão pelo presidente Donald Trump.
A petição judicial argumenta que a exoneração é inconstitucional e desrespeita a autoridade dos magistrados do distrito. O processo solicita que a Justiça declare a demissão ilegal e sem efeito, permitindo que Rogoff retorne ao posto. Em comunicado, o procurador afirmou que a medida ignora proteções constitucionais e que a remoção de procuradores nomeados por tribunais não pode ser tolerada.
O Departamento de Justiça, por sua vez, sustenta que a decisão está dentro da autoridade presidencial. O procurador-geral interino, Todd Blanche, afirmou que o tribunal distrital não coordenou a seleção com o governo e que a nomeação não seguiu o processo tradicional de consulta para garantir o alinhamento com a administração.
Este episódio integra uma série de substituições de procuradores federais realizadas pelo governo Trump. A decisão judicial sobre o caso de Rogoff poderá estabelecer um precedente importante sobre os limites da autoridade do Executivo frente às nomeações realizadas pelo Judiciário em âmbito regional.
Fonte: G1 Economia
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