Representantes da Abimaq defendem via diplomática e empresarial para enfrentar sobretaxas impostas pelos Estados Unidos
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Representantes da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) manifestaram, nesta terça-feira (21), oposição à aplicação de medidas de reciprocidade tarifária pelo governo brasileiro contra produtos norte-americanos. A posição foi apresentada durante reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Márcio Elias Rosa e Dario Durigan.
O encontro integra uma série de diálogos promovidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) com setores impactados pela tarifa de 25% imposta pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros. Segundo o presidente da Abimaq, José Velloso, a reciprocidade não é a solução recomendada, sendo preferível a manutenção de esforços por vias diplomáticas e empresariais.
Além de descartar a retaliação comercial, o setor defende a ampliação do programa Brasil Soberano, que oferece linhas de crédito com condições facilitadas para empresas afetadas pelo cenário externo. O governo federal sinalizou que deve reforçar a iniciativa como forma de mitigar os impactos econômicos.
Velloso destacou que, apesar das barreiras, o setor de máquinas atingiu recorde de exportações, com alta de 12% nos últimos 12 meses. O executivo ressaltou que a tarifa específica de 25% aplicada apenas ao Brasil prejudica a competitividade da indústria nacional frente a concorrentes internacionais, e defendeu a diversificação de mercados como estratégia para compensar a redução das vendas aos Estados Unidos.
Fonte: G1 Economia
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