Execuções ocorrem em meio a uma onda de sentenças de morte relacionadas a manifestações antigovernamentais no país
O governo do Irã executou nesta terça-feira Abolfazl Sepahi-Badjani e Amirhossein Safari-Hosseinabadi. Segundo a agência Mizan, ligada ao Poder Judiciário iraniano, os dois homens foram condenados pelo assassinato de quatro membros das forças de segurança durante protestos ocorridos em 8 de janeiro, na Praça Alikhani, em Isfahan.
Relatos de organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional e a Iran Human Rights, indicam que as execuções foram realizadas em público. A agência de notícias Mehr confirmou que o ato ocorreu na Praça Alikhani, na presença de populares, embora a agência oficial Mizan não tenha especificado o local exato.
Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) apontaram que, ao menos, 24 pessoas foram executadas no Irã por crimes relacionados aos protestos de janeiro. O grupo de especialistas destacou que 12 indivíduos foram sentenciados à morte em uma única audiência, realizada em tribunal fechado, sem a devida individualização das responsabilidades, o que, segundo a entidade, fere os padrões internacionais de julgamentos justos.
A Human Rights Watch informou que cerca de 50 pessoas foram executadas nos últimos quatro meses sob acusações de segurança nacional. O cenário de repressão interna ocorre paralelamente ao conflito militar envolvendo o Irã, os Estados Unidos e Israel, que teve início em fevereiro e atravessa um período de instabilidade após a suspensão temporária de ataques aéreos norte-americanos.
As autoridades de Teerã mantêm a postura de repressão contra agitações antigovernamentais, enquanto a missão permanente do Irã em Genebra não se manifestou sobre as denúncias recentes. O governo iraniano nega sistematicamente acusações de abusos contra detentos e afirma que a nação permanece unida em apoio à República Islâmica.
Fonte: G1 Mundo
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