Especialista alerta para a importância do diagnóstico precoce e destaca sinais de alerta da doença

Um levantamento realizado pelo A.C. Camargo Cancer Center, em parceria com a Nexus, revelou que, embora oito em cada dez brasileiros identifiquem a presença de sangue nas fezes ou alterações intestinais persistentes como sinais graves, quase metade da população não procura assistência médica ao notar sintomas atípicos.
A pesquisadora Maria Paula Curado, do A.C. Camargo, enfatiza que a identificação precoce é fundamental. Segundo a especialista, sintomas iniciais podem ser sutis, como pequenas mudanças no ritmo intestinal. Outros sinais que demandam atenção incluem má digestão, mal-estar, emagrecimento e perda de apetite. A recomendação é buscar orientação antes que sintomas mais graves, como o sangramento, apareçam.
O diagnóstico tardio, caracterizado por tumores maiores que dois centímetros, exige tratamentos mais complexos, como cirurgias de grande porte, quimioterapia e radioterapia. Para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), a orientação é procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e relatar detalhadamente o histórico ao profissional de saúde, visto que a qualidade do diagnóstico depende das informações fornecidas pelo paciente.
Dados recentes indicam um aumento da incidência da doença em pacientes mais jovens, a partir dos 49 anos, um fenômeno que ainda está sob investigação científica. Atualmente, homens e mulheres apresentam taxas equivalentes de diagnóstico. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima cerca de 53 mil novos casos anuais no Brasil, posicionando este tipo de tumor como o segundo com maior incidência no país.
Fonte: CNN Brasil
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