sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Mais um petista na mira: Defesa de Jaques Wagner adia depoimento à PF

Citado em investigações sobre o Banco Master, o senador petista solicitou o adiamento de sua oitiva alegando falta de acesso aos autos.

A situação do senador Jaques Wagner (PT-BA) na esfera jurídica parece longe de ser resolvida. Nesta sexta-feira (7), a defesa do parlamentar solicitou o adiamento do depoimento que estava marcado para acontecer hoje na Polícia Federal. O senador é um dos nomes envolvidos nas apurações que miram supostas fraudes no Banco Master.

Segundo a nota oficial assinada pelo advogado Pablo Domingues, o pedido para adiar a oitiva não seria uma tentativa de esquiva, mas sim uma questão de procedimento. A equipe jurídica alega que ainda não conseguiu acessar o conteúdo completo das investigações devido a problemas técnicos. Os advogados afirmam ter solicitado acesso aos autos há quase um mês e sustentam que as falhas que impediram a consulta já foram devidamente documentadas.

Na nossa avaliação, é curioso observar como figuras de peso do atual governo petista recorrem frequentemente a entraves burocráticos ou técnicos sempre que se veem diante de questionamentos das autoridades. A nota da defesa destaca que o senador pretende falar, mas apenas quando puder conhecer o que, de fato, está sendo investigado. O texto ressalta que esse seria um direito do parlamentar para prestar um depoimento que consideram ser verdadeiramente esclarecedor.

O histórico do caso

Jaques Wagner foi um dos alvos da nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 18 de junho deste ano. As investigações da Polícia Federal trouxeram à tona elementos que complicam a imagem do senador, incluindo relatórios que apontam a existência de 74 ligações entre ele e o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master e também investigado no esquema.

Até o momento, não há informações sobre uma nova data para o depoimento, nem se a Polícia Federal aceitou o pedido de adiamento apresentado pelos defensores do senador. Resta saber quanto tempo essa estratégia de "falta de acesso aos autos" será utilizada enquanto as suspeitas sobre a gestão petista e suas conexões com o setor bancário continuam sob a lupa dos investigadores.


Fontes consultadas:


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