sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Zema apresenta plano de governo com foco em choque liberal e freio ao ativismo judicial

Candidato do Novo ao Planalto oficializou propostas que incluem privatização de estatais, reforma no Judiciário e flexibilização das leis trabalhistas.

O candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, protocolou oficialmente seu programa de governo junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta última quinta-feira (6/8). O documento traz uma guinada clara em direção ao liberalismo econômico e propõe mudanças estruturais profundas na relação entre os poderes, algo que, na nossa avaliação, coloca o dedo na ferida de um sistema que há tempos pede por reformas urgentes.

Entre os pontos de maior impacto está a promessa de redução drástica da máquina estatal. Zema propõe a privatização de todas as empresas públicas, incluindo gigantes estratégicas como a Petrobras e bancos estatais. Para nós, essa medida é fundamental para retirar o Estado de setores onde ele nunca deveria ter entrado, eliminando cabides de emprego e ineficiências que sangram o bolso do contribuinte brasileiro.

Confronto com o STF e Segurança Pública

O plano também não foge de temas sensíveis. Em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF), o candidato defende medidas para conter o que muitos críticos apontam como ativismo judicial. As propostas incluem o estabelecimento de uma idade mínima de 60 anos para a indicação de novos ministros, a proibição de decisões monocráticas sobre leis e a criação de uma corregedoria para fiscalizar o tribunal. Na nossa avaliação, essa postura reflete o anseio de uma parcela significativa da população que se sente desamparada diante de decisões arbitrárias que, muitas vezes, interferem indevidamente no Poder Legislativo.

Na área da segurança, Zema quer baixar a maioridade penal para 16 anos, com regras ainda mais rígidas para crimes hediondos, como homicídio e estupro. Além disso, o programa prevê o emprego das Forças Armadas no combate ao crime organizado para retomar territórios dominados por facções, uma medida de pulso firme que o atual governo, por questões ideológicas, insiste em ignorar.

Economia e Emprego

O programa de governo de Zema ainda aposta na flexibilização do mercado de trabalho. O candidato propõe um regime alternativo à CLT, que permitiria acordos diretos entre patrão e empregado. A ideia é dar liberdade para que as partes negociem jornadas, salários e férias sem a intervenção sufocante da burocracia estatal. O pacote econômico é complementado pela redução do Imposto de Renda para Pessoas Jurídicas e pela expansão de parcerias com o setor privado na saúde e educação.

Com um patrimônio declarado de R$ 178 milhões, um aumento de 38% em relação a 2022, Zema entra na disputa presidencial com um discurso focado em gestão, meritocracia e na desvinculação ideológica das relações exteriores. Resta saber se o eleitorado, cansado da herança deixada pela esquerda, abraçará essa proposta de transformação completa do país.


Fontes consultadas:


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