Governo chinês contesta ameaças de sanções por suposto roubo de propriedade intelectual e critica novas tarifas comerciais
O Ministério do Comércio da China classificou como uma tentativa de hegemonizar a tecnologia o plano dos Estados Unidos de sancionar desenvolvedoras chinesas de inteligência artificial. A reação ocorre após o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, anunciar que a Casa Branca investigará supostos casos de roubo de propriedade intelectual em modelos de IA produzidos na China.
O governo norte-americano sustenta a hipótese de que produtos chineses recentes seriam derivados de modelos desenvolvidos nos EUA. Em resposta, o porta-voz do Ministério do Comércio chinês afirmou que as acusações são infundadas, argumentando que a proximidade no lançamento de modelos de ponta não comprova cópia e que a inovação não é domínio exclusivo de um país.
A disputa ganhou força após o lançamento do modelo Kimi K3, da startup chinesa Moonshot AI, que passou a competir com tecnologias como o Claude, da Anthropic, e o ChatGPT, da OpenAI. Executivos da Anthropic acusaram a empresa chinesa de utilizar a técnica de "destilação" de modelos norte-americanos, alegação negada pela Moonshot.
Pequim declarou que tomará medidas para proteger suas empresas e alertou que sanções poderiam prejudicar o próprio mercado dos EUA, citando que diversas startups norte-americanas utilizam modelos de código aberto produzidos na China. Além disso, o governo chinês criticou a aplicação de uma tarifa de 12,5% pelos EUA sob a justificativa de combate ao trabalho forçado, classificando a medida como um ato de protecionismo que descumpre acordos bilaterais anteriores sobre limites de taxação.
Fonte: Poder360
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