Pesquisa mostra que 59% dos brasileiros desaprovam a proibição de visitas de Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro, mantido sob prisão domiciliar.
A mais recente pesquisa Datafolha, divulgada nesta semana, revelou que a maioria dos brasileiros não concorda com as recentes decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o levantamento, 59% dos eleitores acreditam que o magistrado agiu mal ao proibir que Flávio Bolsonaro visitasse seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em regime domiciliar.
Os números refletem um desgaste evidente nas medidas impostas pelo STF. Enquanto 59% da população desaprova a restrição de visitas, apenas 36% consideram que Moraes agiu corretamente. O ex-presidente está em prisão domiciliar humanitária desde março, medida que foi autorizada inicialmente para que ele pudesse se recuperar de uma broncopneumonia.
Avaliação do One Notícias: É impossível não notar o padrão na atuação do ministro. Fica claro, para quem observa o cenário político com atenção, que essas decisões sucessivas contra a família Bolsonaro possuem um viés político evidente, com o claro intuito de minar a pré-candidatura de Flávio à Presidência. O histórico se repete: não podemos esquecer que, no passado, enquanto Lula estava preso, ele coordenou ativamente a campanha de Fernando Haddad ao Planalto, algo que, estranhamente, não gerou o mesmo tipo de censura e rigor que vemos hoje sendo aplicado ao grupo conservador.
A situação de Jair Bolsonaro é cercada de cercamentos. Além da proibição de visitas, Moraes suspendeu o contato pessoal devido à divulgação de uma carta na qual o ex-presidente declarava apoio ao filho. O ministro também deu um prazo de 48 horas para que a defesa se explique sobre o uso de imagem e voz de Bolsonaro, geradas por inteligência artificial, durante a convenção nacional do PL. Moraes alega que a autorização para esse material poderia configurar descumprimento de medidas cautelares, visto que o ex-presidente está proibido de utilizar redes sociais ou internet.
O levantamento ainda mostra que 59% dos entrevistados defendem a permanência de Bolsonaro em prisão domiciliar, enquanto 35% acreditam que ele deveria retornar à prisão. Além disso, 62% da população entende que ele não deveria ter acesso a redes sociais, um ponto que divide opiniões, mas reforça a polarização que o atual governo e o Judiciário insistem em manter no centro do debate público.
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