Mesmo com o ingresso de R$ 264,4 bilhões nos cofres públicos em junho, o governo federal segue expandindo seus gastos e acumulando dívidas.
Em uma marca que deveria ser motivo de alívio fiscal, mas que expõe a voracidade da máquina estatal, o governo federal alcançou um novo recorde de arrecadação em junho. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30/7) pela Receita Federal, os cofres públicos receberam R$ 264,4 bilhões, um aumento real de 7,72% na comparação com o mesmo mês de 2025.
O resultado é apresentado como o melhor desempenho para um mês de junho na série histórica, assim como o acumulado do semestre, que atingiu R$ 1,607 trilhão. Contudo, essa montanha de dinheiro arrecadada dos contribuintes parece não ser suficiente para conter o ímpeto gastador da atual gestão. Enquanto os números da arrecadação sobem, o país observa a dívida pública seguir uma trajetória de crescimento, confirmando que, para o atual governo, não existe limite de arrecadação que satisfaça a vontade de gastar.
A avaliação do One Notícias é que essa gestão se caracteriza por uma política econômica que prioriza a expansão desenfreada dos gastos públicos, ignorando a responsabilidade fiscal básica de equilibrar o orçamento. O recorde de arrecadação acaba servindo apenas como combustível para manter a engrenagem estatal girando, sem que isso resulte em eficiência ou redução real da carga tributária sobre quem produz.
A Receita Federal atribuiu o desempenho ao IRPJ e à CSLL, além do aumento na arrecadação previdenciária, fruto de uma massa salarial maior e de ajustes na desoneração da folha. Para o cidadão, o reflexo é claro: mais dinheiro saindo do bolso das famílias e das empresas para alimentar uma estrutura governamental que não demonstra intenção de reduzir seu tamanho ou seu apetite financeiro.
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