Após queda de imóvel durante a madrugada, prefeitura providencia abrigo em hotel para moradores enquanto suspeitas sobre obra da CDHU são apuradas.
A tranquilidade dos moradores da Rua Jorge Amado, no Jardim Calux, em São Bernardo do Campo, foi interrompida de forma drástica na madrugada deste sábado (15). Um desabamento residencial atingiu um prédio de três pavimentos, que contava com um salão comercial e moradias, deixando quatro pessoas feridas, incluindo um homem, uma mulher e duas crianças.
O incidente, registrado por volta das 5h, gerou uma resposta imediata das autoridades locais. De acordo com a Prefeitura de São Bernardo, diversos imóveis vizinhos foram interditados preventivamente para garantir a segurança dos moradores diante do risco de novos desmoronamentos. Como medida de apoio, as famílias afetadas estão sendo encaminhadas para um hotel na cidade, onde receberão acolhimento temporário.
Denúncias sobre obras
O clima entre os vizinhos é de revolta e medo. Muitos afirmam que o desastre poderia ter sido evitado, alegando que rachaduras começaram a aparecer em suas propriedades logo após o início de uma obra da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) realizada ao lado do local afetado. Segundo os relatos, o Governo do Estado, responsável pela construção, já havia sido notificado sobre os danos estruturais.
Viviane Regina Renato de Castro, uma das moradoras que precisou deixar sua residência, compartilhou a angústia vivida: "Quando começou essa obra, começaram as rachaduras na casa e na calçada. Nós comunicamos. Eles vieram ver, colocaram um cimentinho". A moradora relata ainda que, pouco antes do desabamento, houve sinais de instabilidade, incluindo estalos e um forte cheiro de gás no local.
Avaliação do One Notícias
Na nossa avaliação, a situação é gravíssima e exige transparência total por parte da CDHU. É compreensível a frustração dos moradores, que se sentem ignorados após terem reportado os problemas anteriormente. A interdição imediata pela prefeitura foi um passo essencial para evitar uma tragédia ainda maior, mas o foco agora precisa ser na assistência integral a essas famílias e na investigação rigorosa sobre a responsabilidade da obra pública no colapso dos imóveis.
Por enquanto, as buscas no local foram encerradas, e o suporte habitacional está sendo coordenado pela secretaria de habitação do município.
Fontes consultadas:
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