Nova pesquisa aponta ex-primeira-dama isolada na liderança, enquanto petistas e rivais da direita disputam posições secundárias.
A força política de Michelle Bolsonaro (PL) no Distrito Federal segue consolidada, conforme mostram os números mais recentes da corrida eleitoral. De acordo com a nova pesquisa do Real Time Big Data, divulgada nesta quarta-feira (19/8), a ex-primeira-dama desponta na liderança pela disputa das vagas ao Senado, com 25% das intenções de voto. O resultado reafirma o prestígio da conservadora frente ao eleitorado brasiliense.
Enquanto Michelle se distancia no topo, o cenário logo abaixo é marcado por uma disputa acirrada e embolada. A senadora Leila do Vôlei (PDT) aparece com 17%, tecnicamente empatada com a deputada federal Bia Kicis (PL) e a também parlamentar Erika Kokay (PT), que registram 15% cada uma. A presença de nomes da esquerda e de centro na mesma faixa de pontuação demonstra como a disputa pela segunda vaga ao Senado no DF promete ser uma batalha de forças distinta.
A estabilidade de Michelle na liderança é um reflexo direto do cansaço do eleitor com as pautas do atual governo federal, que encontra, na figura da ex-primeira-dama, um contraponto firme de oposição e defesa dos valores conservadores.
Outros nomes correm por fora na disputa. O desembargador aposentado Sebastião Coelho (Novo) pontua com 8%. Já entre os nomes de menor expressão, Cristian Viana (Podemos), que concorre como suplente de Michelle, aparece com 2%, enquanto Tiago Tarsis (Agir) soma 1%. Os candidatos Zanata (PSTU) e Professor Guilherme Amorim (UP) não pontuaram neste levantamento.
Vale ressaltar que a indecisão ainda atinge uma parcela significativa do eleitorado, com 9% dos entrevistados ainda sem definição de voto, além de 8% que pretendem votar em branco ou nulo. O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07849/2026, ouviu 1,6 mil eleitores no Distrito Federal entre os dias 14 e 18 de agosto de 2026, apresentando uma margem de erro de 2 pontos percentuais.
A liderança de Michelle Bolsonaro não é um fato isolado, corroborando a tendência já captada por outros institutos, como o Igape, que confirmam o favoritismo da ex-primeira-dama diante de um cenário de fragmentação entre os demais postulantes ao cargo.
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