Planalto pretende avançar com restrições a jogos de azar após o recesso parlamentar, citando preocupações com o endividamento das famílias

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja retomar, a partir da primeira semana de agosto, os esforços para proibir o chamado "jogo do tigrinho". A expectativa do Palácio do Planalto é que a medida seja aprovada no Congresso Nacional antes das eleições de 2026, previstas para o dia 4 de outubro.
A justificativa central para a iniciativa é o impacto dessa modalidade de jogo no endividamento das famílias brasileiras. O governo já implementou restrições à publicidade de casas de apostas e bloqueou o acesso de beneficiários do Bolsa Família e do BPC a sites de apostas, buscando ampliar o controle sobre o setor.
De acordo com o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, há uma percepção de forte rejeição às empresas de apostas em parcelas do eleitorado, com destaque para o público evangélico. A estratégia política visa associar a imagem do presidente Lula ao combate a esses jogos durante o período eleitoral.
Atualmente, tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei de autoria do líder do governo, Paulo Pimenta (PT-RS), que propõe o banimento de jogos de azar baseados em sistemas eletrônicos ou algoritmos, como os caça-níqueis digitais. A proposta, no entanto, encontra-se estagnada na Casa desde maio.
Embora o setor de apostas tenha contribuído com R$ 5,89 bilhões em impostos entre janeiro e maio de 2026 — um crescimento de 85,9% em relação ao mesmo período do ano anterior —, o governo prioriza as restrições. A equipe econômica avalia que eventuais reflexos na arrecadação federal poderão ser analisados após o pleito eleitoral.
Fonte: Poder360
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